Poesia de José Hilton Rosa | 05Ago2016 11:27:18

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 Sorriso e Lágrimas

José Hilton Rosa

embaraçando em pensamentos

como raízes que crescem entre rochas

chorando mortes

sorrindo alegrias

embriagando nas emoções

cheiro de um corpo sofrido

ouvindo sempre seu grito

vozes surdas

medo da sorte

beijos de amor

um sonho partido

sobre nós uma dor no peito

sono não contido

 

 

Fendas no pensamento

 

Foi cavando fendas no pensamento

Rasas, às vezes profundas, surgiram palavras

É como cavar rochas para retirar o minério

Às vezes ouro, por vezes prata

Surgindo emoções como produto de nossa vontade

Formando poesias

O peso de cada verso, retira lágrimas

Embaraçando em nó

Queimando farpas

Sem tempo para vianda

Aprendizado vetusto

Permeando multidões e vozes

Utilizando o castiçal para iluminar os aposentos

O cansaço faz a luz de cera apagar

 

Belo Horizonte - MG - Brasil

O Meu Maior Desejo | 02Ago2016 12:20:29

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13876385_1083517658393845_270665479064382254_n.jpg Benedito C G Lima

Mato Grosso do Sul, Corumbá, Brasil.

Quisera eu que o Mundo fosse mais solidário

Que o Homem olhasse o seu próximo

Que a Vida não tivesse problemas

Que a Sorte estivesse presente no dia a dia das  pessoas

Que a miséria fosse apenas um fantasma

Que o povo pudesse sedparar o trigo do joia na hora da Eleição

Que  o sorriso pleno  fosse sempre a impressão facial

Que nada no Mundo fosse falso

Todavia,é apenas um desejo,pois tudo ocorre diferentemente.

 

 

 

 

 

 



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Sou Poeta Pantaneiro de Beneditocarlos Gonçalves de Lima | 02Ago2016 12:08:21

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Sou Poeta pantaneiro

Beneditocarlos Gonçalves de Lima

saio no risco das águas barrentas

e sigo ligeiro em minha canoa

E a Lua no céu azul

desenha a saudade de minha casa.

E daqui vejo lá na barranca

a minha cidade branca

me sorrindo 

enquanto as Plmeiras Imperiais

Me acenam.

 

 



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Poeta Gladis Deble | 01Ago2016 13:38:49

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13874790_1084463041633700_1227742565_n.jpg"Por onde andei..."

Gladis Deble

Andei catando umas flores
arranhada pelas urzes,
encantada com as formas
destaquei uns arabescos.
Escrevi um manifesto
na planura dos caminhos.

Por onde andei...
Nem a loucura cotidiana
Nem a extraordinária lucidez
desvenda esse fio estranho,
recoberta de lavas e espinhos
a memória em versos se fez.

As vezes deusa obscura
fecha caminhos, lacunas
Submersa nessa marcha
gravo amarga trajetória.
Ao traçar novos vocábulos
de algum poema, desdenho.

Depois alinho meus passos
pelas veredas e sigo...
Mãos de chuva no chapéu
em tardes de correria...
Lembro ciclones e ventos
parto normal,sangramento.

Alguma cena eu evoco
como num filme a rodar

"Por onde andei..."

Andei catando umas flores
arranhada pelas urzes,
encantada com as formas
destaquei uns arabescos.
Escrevi um manifesto
na planura dos caminhos.

Por onde andei...
Nem a loucura cotidiana
Nem a extraordinária lucidez
desvenda esse fio estranho,
recoberta de lavas e espinhos
a memória em versos se fez.

As vezes deusa obscura
fecha caminhos, lacunas
Submersa nessa marcha
gravo amarga trajetória.
Ao traçar novos vocábulos
de algum poema, desdenho.

Depois alinho meus passos
pelas veredas e sigo...
Mãos de chuva no chapéu
em tardes de correria...
Lembro ciclones e ventos
parto normal,sangramento.

Alguma cena eu evoco
como num filme a rodar
Lua cheia no olhar
que nesta noite navega.
Andei no risco incompleto
do ladrilho da adega.

Gladis DebleLua cheia no olhar
que nesta noite navega.
Andei no risco incompleto
do ladrilho da adega.



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Poeta e Revisora da Poesia Revista, Arlene Oliveira | 01Ago2016 13:31:31

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DEFINIÇÃO DE AMOR.IMG_24801131413412.jpeg

Arlene Oliveira


Hoje acordei estranha...
me sentia no fim de um túnel
e nesse fim, só o vazio
o escuro, as trevas do mal
que sempre me atormentou
que sempre me perseguiu

Depois veio a luz
no início bem fraca,
bem distante
que aos poucos
foi se modificando
até se tornar raios
dourados de sol

Meu ser ficou mais leve
minh'alma mais elevada
enlevada por tanta beleza
e aos poucos eu me modifiquei
e em ti, meu amor, pensei...
pensei nos nossos momentos
somente nos bons pensamentos
e o que era estranho, desestranhou
palavra inventada, até esquisita
mas na poesia tudo é válido
tudo é correto, exato, certo
pois o que interessa
é a verdadeira definição
daquilo que vai ao coração. 

Rui de Carvalho: o ‘embaixador da cultura amazônica | 21Jul2016 17:00:48

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13417456_10206726897755242_2316505021693059856_n.jpgRui de Carvalho: o ‘embaixador da cultura amazônica - "Rui é capaz de reencarnar um boêmio carioca ao mesmo tempo em que se transforma em Curupira e galopa pela Floresta Amazônica,"

Natural de Porto Velho, Rui de Carvalho mora há 48 anos no Rio de Janeiro – foto: divulgação

Muito compositor já se arvorou a cantar a Amazônia. Muito artista plástico já ousou pintar a Amazônia. Agora, fazer as duas coisas ao mesmo tempo é uma tarefa quase impossível. Eu e você, leitor, temos o direito de pensar assim, mas só até o dia em que conhecer Rui de Carvalho, um ‘índio’ da Amazônia radicado há 48 anos no Rio de Janeiro.

Seu último projeto traduz o que estão afirmando. Rui pintou 10 telas das lendas amazônicas e compôs uma canção para cada uma delas. O resultado desse trabalho vem sendo apresentado em várias escolas públicas do Rio de Janeiro.

As crianças arregalam os olhos quando Rui entra em cena levando material que amigos lhe mandam da Amazônia – cocares, zarabatanas, arcos e flechas, pulseiras, colares e instrumentos de percussão. A ‘curuminzada’ arregala ainda mais os olhos quando a narradora das lendas, a educadora e contadora de histórias Sílvia Ferraz, entra em cena e começa a declamar: ‘Dizem, foi Mapinguari, um mistério horripilante, lá no alto do Purus, quem tem um olho é o gigante’.

Lenda contada, Rui retorna à cena para explicar os seres mitológicos retratados em óleo sobre telas, pintadas com sua espátula, em doses vibrantes de tons que remetem à Amazônia. A partir daí, o artista plástico sai de cena e incorpora o compositor que, ao violão, vai desfilando as canções compostas exclusivamente para cada uma dessas histórias: Yara mãe d´água, o Boto, Curupira, Sapo Aru, Cobra Grande, Mapinguari, Matinta-Pereira, entre outras.

“Com esse projeto das lendas amazônicas, apresento as histórias contadas por minha mãe, que fizeram parte da minha infância e adolescência e que continuam vivas até hoje, mesmo morando no Rio há mais de 48 anos. Vou continuar levando a Amazônia comigo aonde eu for. Quero ser o embaixador da Amazônia no Rio”, explica Rui de Carvalho, que nasceu em Porto Velho, veio para Manaus aos 8 anos e se transferiu para o Rio aos 18.

Muitas luas se passaram, mas Rui continua cantando e pintando a Amazônia. Foi chefe do departamento de Comunicação Visual do ‘Jornal do Brasil’, atuando numa redação histórica onde cresceu convivendo com Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, João Saldanha, José Carlos de Oliveira, Ziraldo, Chico Caruso, Castelo Branco, Zózimo Barroso do Amaral, para citar apenas alguns nomes que fizeram do JB o maior jornal do país.

Em 1982, gravou o LP Enfieira, que mostrou ao Rio de Janeiro o sangue verde da Floresta Amazônica que Rui trazia nas veias. “A simplicidade com que compõe, canta e vice-versa, nesse disco, mostra que Rui de Carvalho é um ‘Chansonnier’. Rui é, na verdade, um poeta urbano dos bons”, escreveu o cartunista Chico Caruso’. Naquele ano, ‘Enfieira’ ficou entre os dez melhores discos do ano, de acordo com a Associação dos Produtores de Discos Independentes, bandeira erguida por compositores como Chico Mário (irmão do Henfil), Antônio Adolfo, Danilo Caymmi e a dupla Luli e Lucinda.

“Inventar falsos astros e estrelas da canção e deixar num ostracismo absurdo cantores e compositores rigorosamente categóricos, como Rui de Carvalho, é desperdiçar dinheiro. Enfieira é um trabalho genial de Rui de Carvalho”, escreveu Tuninho, no ‘Jornal da Tarde de São Paulo’.

Nos dias 27 e 28 de dezembro de 2002, numa iniciativa do jornalista Alfredo Herkenhoff e do músico Renato Piau, o CD “O Tom do Leblon” foi lançado no Bar do Tom – Plataforma, com ampla cobertura dos principais jornais. Rui de Carvalho estava lá, participando do CD com a música ‘De Bar em Bar’ , que ganhou completamente o público no show do Plataforma, sendo uma das mais aplaudidas.

Em 2008, o compositor volta a surpreender. Lança o CD ‘Noel Rosa por Rui de Carvalho’, que recebeu o seguinte comentário de Fernando Bicudo: ‘Rui, já ouvi ‘Palpite Infeliz’, ‘Gago Apaixonado’ e ‘Com que Roupa’, sensacionais, não apenas o violão e os arranjos, mas a tua interpretação. Voz redonda, timbrada, agradável de se ouvir, daquelas que cativa e podemos ouvir a noite inteira, sem cansar os ouvidos. Parabéns, de verdade”.

Em 2013, Rui lança seu sétimo CD, ‘Águas do Brasil’. O álbum, que vem acompanhado de um livro e pode ser adquirido nas lojas virtuais no mundo inteiro, assim como todos os seus 7 Cds até hoje lançados, incluindo o lendas amazônicas.

Conheço o Rui de “conversas de botequim” e de parcerias memoráveis na música e na vida. Dono de um talento do tamanho das águas do Madeira – onde bebeu da fonte –, Rui é capaz de reencarnar um boêmio carioca ao mesmo tempo em que se transforma em Curupira e galopa pela Floresta Amazônica, defendendo árvores, rios e bichos. Ouvi o CD do Noel e sei do potencial desse artista que coloca a alma, os olhos de peixe e o mormaço da floresta em tudo que faz. Até hoje não entendi por que seu primeiro disco ‘Enfieira’, que repito como um dos mais sofisticados discos que ouvi na vida, não tenha estourado no ‘sul maravilha’. Prova de que, hoje, para fazer sucesso precisa-se de muito mais que talento. O que Rui tem de sobra.

Por Mário Adolfo

Jornalista, cartunista, escritor e compositor.

Foi agraciado com 2 prêmios ESSO de jornalismo entre vários outros prêmios, homenagens e indicações. Essa matéria foi transcrita da internet do Jornal Amazonas em Tempo.



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Poesias Benedito C G Lima | 21Jul2016 16:42:23

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13590465_1174250349293091_2650635872439804_n.jpgPOEMA PANTANAL

 Benedito C G Lima

A brisa agita
E o tempo escreve
O poema natural
Nos Corixos
No sulco da canoa
E o chocolateado
Das águas

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- Você vai conhecer uma rapariga lindíssima que quererá saber tudo sobre si.
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